A mamoplastia de aumento tem duas indicações: quando os seios são pequenos e isso incomoda esteticamente; ou para reconstrução das mamas depois de uma mastectomia. Entretanto, o cirurgião deve fazer uma avaliação precisa antes de recomendar o implante. O tipo de pele, a presença de flacidez e de gordura localizada e mamas pós-gestacionais são fatores que interferem no bom resultado da operação. Além disso, essa intervenção deve ser feita depois dos 16 anos, quando os seios já têm a forma e o tamanho adultos.
Muito já se falou sobre a segurança do silicone e os fabricantes buscam sempre oferecer próteses que não coloquem a saúde das usuárias em risco. No Brasil e na Europa, nenhuma pesquisa confirmou as ressalvas quanto às próteses e elas são implantadas em larga escala. Até o FDA (Food and Drugs Administration), o poderoso órgão que regula o uso de medicamentos e cosméticos nos Estados Unidos, renderam-se a elas.
Variam conforme o revestimento, o conteúdo e a forma. No Brasil, as mais utilizadas são de silicone. Quanto ao formato, a prótese pode ser oval ou redonda e, em relação à textura, lisas, texturizadas ou de poliuretano. As próteses lisas foram as primeiras que surgiram, no começo dos anos 60, mas apresentavam um alto índice de complicações e, atualmente, são usadas só em ocasiões especiais. As texturizadas e as de poliuretano têm a superfície irregular e rugosa e evitam a contratura capsular. Como é feita de um gel coesivo, como se fosse uma gelatina, não se espalha pelo organismo em um rompimento eventual (e raríssimo).
Quanto mais elástica for a pele, melhor será a cicatrização. O corte no sulco mamário deixa uma cicatriz de cerca de quatro centímetros que quase não aparece por causa do volume do seio. Quando a incisão é na aréola, o corte é imperceptível porque fica disfarçado no contorno do próprio mamilo. Quando a prótese é colocada pelas axilas, a cicatriz tem de quatro a cinco centímetros e se esconde nas dobrinhas do tecido.
Para a operação ser realmente segura, ela precisa ser feita em um hospital, que tenha todas as condições técnicas para a realização da cirurgia. Os requisitos básicos são: centro cirúrgico equipado para atender qualquer emergência, inclusive unidade de terapia intensiva; e equipe afinada, com médicos especializados e anestesista com experiência de plantão.
Quando a prótese é colocada, o próprio organismo cria uma cápsula ao redor desse corpo estranho, como se fosse uma cicatriz. Alguns fatores, porém, como uma infecção na região, fazem com que essa capa retraia, engrosse e endureça. E as mamas operadas ficam doloridas, duras e feias. Se isso acontecer, uma outra cirurgia precisa ser realizada. O médico limpa o tecido que se formou ao redor do implante e coloca uma nova prótese.. Com os implantes texturizados ou de poliuretano as chances de isso acontecer são de apenas 4%.
Tranqüilo, pouco doloroso e com rápida recuperação. Nas três primeiras semanas, todo cuidado é pouco com o movimento dos braços por causa dos pontos. É proibido carregar peso (nem mesmo a bolsa) por duas semanas; dirigir é permitido depois de 30 dias e para praticar exercícios físicos é preciso esperar a alta médica após dois meses. O sol só está liberado 45 dias depois da cirurgia.
Durante um mês, é preciso ficar com os curativos (que são trocados periodicamente) e usar um sutiã de lycra, de preferência sem costura. Depois de dois ou três meses, as mamas já estão desinchadas, quase na sua forma final.
A mamoplastia de aumento é uma operação simples: feita com anestesia local ou peridural e sedação. Demora de uma hora e meia a três horas e é possível voltar para casa no mesmo dia. Depois de definir por onde a prótese será colocada - via axilar, periareolar ou sulco mamário -, o especialista desenha sobre os seios para limitar o tamanho da prótese e a área na qual vai mexer. Por meio de uma incisão que varia de quatro a cinco centímetros, acomoda o implante dentro dos seios. Depois da operação, o especialista veste um sutiã reforçado na paciente ou envolve os seios com faixas elásticas que vão ajudar a fixar e firmar o implante. Os pontos são retirados depois de uma semana.
Entre 12 e 24 horas.
As próteses de silicone têm uma durabilidade longa, que varia entre 10 e 12 anos. Com o tempo, porém, elas se desgastam e a camada que reveste o silicone fica mais fina e pode alterar o formato da mama.
Por isso, depois desse período, é recomendado procurar um especialista para avaliar como elas estão e, se necessário, trocá-las.
Normalmente não, mas é importante avisar que você tem próteses e onde elas estão localizadas - atrás da glândula mamária ou do músculo peitoral.
Existem três vias de acesso para implantar a prótese. A periareolar (o cirurgião plástico faz um corte na metade inferior da aréola) e pelo sulco mamário são as mais empregadas. A axilar é a que exige mais habilidade do especialista, mas tem a vantagem de não deixar cicatriz nos seios. Alguns médicos só usam essa via quando têm o auxílio de um aparelho de videoendoscopia, para cuidar da enervação e vascularização arterial dos braços. A escolha da melhor técnica depende de uma conversa franca entre o médico e a paciente. O médico deve mostrar para ela quais as vantagens e desvantagens de cada uma e levar em conta a questão da cicatriz. As próteses também podem ficar atrás da glândula mamária (o resultado é mais natural) ou sob o músculo peitoral (normalmente, essa é a indicação para pacientes que já sofreram contratura capsular).
Passada a pausa obrigatória pós-cirurgia, é hora de espantar a preguiça. Matricule-se numa academia ou contrate um personal trainer para cuidar da região operada (e de quebra, de todo o seu corpo!). O passo número um é fortalecer a musculatura dos seios, peitoral, e das costas, que vão suportar a prótese. Como são músculos que não demoram a apresentar resultados, em pouco tempo já estão firmes e fortes. Boas opções são os exercícios com barra ou bastão e as bandas elásticas que trabalham a resistência muscular.
Muitas vezes, o colo fica marcado e os seios, muito arredondados, o que denuncia um resultado artificial. Por isso, para que a plástica não fique evidente, é importante respeitar a proporção entre os tamanhos da prótese e da glândula mamária.
Isso é muito raro. Quando acontece, normalmente, é porque a prótese de silicone foi colocada sob o músculo.
As próteses modernas não se rompem facilmente, a não ser que sejam perfuradas ou cortadas. E isso pode ocorrer em um acidente, por exemplo.
Não existem cálculos matemáticos que definem o tamanho ideal da prótese para cada paciente. É necessário observar o tamanho dos ombros, do tórax e a estatura para escolher um implante que equilibre esse conjunto. A regra é optar por um para que a paciente fique bonita.