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Seios muito fartos ou pequenos, com maior flacidez ou mesmo com mamilos invertidos, não importa. Graças à cirurgia estética moderna, é possível melhorar e dar nova forma às mamas, a fim de conquistar a harmonia corporal e, com ela, a auto-estima.

Não há duvida de que as próteses de silicone são mesmo capazes de tornar os seios ainda mais atraentes e de harmonizar a silhueta feminina. Felizmente, o implante é hoje uma tarefa simples para o cirurgião experiente, habituado a realizar esse tipo de procedimento com total segurança. Os implantes mamários têm sido utilizados desde o início dos anos 60. Desde então, mais de dois milhões de mulheres já se beneficiaram desse recurso. Ao longo do tempo, as próteses evoluíram e, atualmente, existe mais de um tipo de implante disponível, o que facilita a escolha do médico e, da paciente. A cooperação entre pacientes, cirurgiões e fabricantes permitiu que adaptações constantes e importantes fossem realizadas na fabricação das próteses. Todas as próteses são envolvidas com silicone texturizado ou poliuretano, o que permite uma ótima adaptação no organismo.

Técnicas

A colocação da prótese de silicone pode ser feita através de três vias de acesso: a periareolar (uma meia-lua na aréola), a axilar (através de uma incisão pequena nas axilas), ou o sulco inframamário. Essa decisão irá depender da conversa entre o cirurgião e a paciente e, também, de sua constituição física. Se a mama for bastante pequena, a prótese preferencialmente deverá ser colocada abaixo do músculo peitoral (retromuscular). Assim, se conseguirá um efeito mais natural. Por outro lado, o implante retroglandular (quando a prótese é implantada logo abaixo da glândula mamária) está indicado para quem tem os seios de tamanho médio ou com a presença de flacidez. A paciente recebe alta no mesmo dia. Importante, mesmo, é usar um sutiã sem costura durante quinze dias, inclusive na hora de dormir, pois ele serve para sustentar os seios e mantê-los protegidos. De acordo com o cirurgião, nada impede que a paciente aproveite uma cirurgia de abdômen ou uma lipoaspiração para receber próteses nos seios. “Essa opção costuma ser interessante, pois além de aproveitar o mesmo ato cirúrgico, o cirurgião consegue equilibrar o visual e a silhueta da paciente de uma só vez”, esclarece.

Cicatrização

Quanto melhor a qualidade da pele, melhor a cicatrização. Mas, de maneira geral, ela se torna imperceptível com o passar do tempo, sem comprometer o visual da paciente. O corte no sulco mamário deixa uma cicatriz de cerca de 3 a 5 centímetros, que fica escondida pelo volume do seio, portanto, bastante discreta. Já a incisão na metade inferior da aréola é quase imperceptível. No caso da colocação da prótese via axilar, o especialista realiza um corte de até 5 centímetros, que fica perfeitamente disfarçado pelas dobras do tecido.

Quem pode fazer

O implante de silicone nos seios não é indicado para menores de 16 anos, pois até essa idade, geralmente, os seios não estão totalmente desenvolvidos. Mulheres com excesso de flacidez nas mamas, antes de colocar a prótese, necessitam passar por uma plástica para retirar o excesso de pele, o que é feito durante o mesmo ato cirúrgico.

Restrições e segurança

Os implantes mamários são fabricados para permanecer dentro do corpo por longos períodos. O silicone do interior das próteses é feito a partir de um sistema de atração de moléculas, mantendo-se coeso mesmo em caso de acidentes graves. De acordo com pesquisas, as próteses de última geração estão totalmente isentas do risco de provocar o câncer de mama, umas das preocupações mais comuns entre as mulheres. Alguns estudos recentes, inclusive, demonstraram que as portadoras de próteses costumam desenvolver anticorpos na região da mama, capazes de impedir a formação e a disseminação de células cancerígenas, uma vez que a imunidade local torna-se ainda mais eficiente. Porém, o fato não libera as pacientes de realizar os exames preventivos de praxe, como por exemplo a ultrasonografia e a mamografia.

Quando trocar

Graças aos avanços tecnológicos, a troca da prótese se dá muito mais pela vontade estética da paciente ou pela necessidade de correção de flacidez da pele. Assim, teoricamente, uma prótese atual pode ficar no corpo de uma mulher por mais de uma década, sem nenhum problema. Em caso de perda da elasticidade da pele, pode ser necessário realizar uma cirurgia reparadora e o realinhamento das auréolas. Nesse caso, porém, a troca da prótese pode ou não ser efetuada, dependendo de seu estado e do gosto da paciente.